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Veículos elétricos são uma escolha inteligente?

  • Foto do escritor: Luís Beires Fernandes
    Luís Beires Fernandes
  • 23 de out. de 2023
  • 4 min de leitura




Veículos elétricos são uma escolha inteligente?



Para dar resposta a esta questão que surge tantas vezes, quando falamos de Eletromobilidade e Sustentabilidade, a Agência Europeia para o Ambiente apresentou há alguns meses atrás um estudo, onde chega à conclusão de que quando pensamos em alterações climáticas e qualidade do ar, em particular nas cidades, os veículos elétricos são uma solução preferível, bem melhor que os veículos a combustão, sejam eles a gasolina, diesel, ou mesmo etanol e outros biocombustíveis.


Contrariando algumas dúvidas e incertezas do público em geral quanto às vantagens ambientais dos veículos elétricos, a ciência é cada vez mais clara. Tendo em conta a atual produção elétrica Brasileira, uma das mais sustentáveis do mundo industrializado, mas que ainda tem uma quota de cerca de 50% de eletricidade produzida com recurso a fontes não renováveis, os benefícios existentes são claros. E esses benefícios tenderão a aumentar, uma vez que a tendência de utilização de fontes renováveis é cada vez maior – desde 2017 que o Brasil vem crescendo mais de 90% ao ano, só no que diz respeito à produção de energia solar.


Mas ainda existe o que fazer para tornar os veículos elétricos mais sustentáveis!



O fato de a eletricidade fornecida para o fabrico e funcionamento dos veículos elétricos provir de fontes renováveis é um fator decisivo, mas não menos importante é prolongar o tempo de vida destes veículos. É importante aumentar a rodagem de cada veículo elétrico fabricado. Uma vez que a quantidade de energia despendida para a sua produção é superior à utilizada num automóvel convencional é fundamental garantir quilometragens elevadas para eles, bem como melhorar a reutilização e reciclagem dos veículos elétricos e dos seus componentes.


A fase de «fim de vida» também é particularmente importante para os veículos elétricos, pois eles contêm muitos metais e outras matérias-primas essenciais que podem consumir grandes quantidades de energia para seu tratamento, envolvendo, por vezes, substâncias tóxicas. Pensar especialmente no reuso das baterias para outras finalidades poderá reduzir significativamente o impacto ambiental geral.


Importa lembrar, no entanto que nenhum veículo será alguma vez 100 % limpo. A melhor escolha para o ambiente passa pela utilização de transportes públicos, a ida para o trabalho a pé ou mesmo de bicicleta, quando possível.


Os veículos elétricos são particularmente vantajosos para as cidades!



Em termos de saúde, o principal benefício dos veículos elétricos assenta na qualidade do ar. Como não emitem materiais poluentes pelo escapamento, embora continuem existindo algumas emissões de partículas decorrentes do desgaste dos pneus, regra geral as emissões dos veículos elétricos são muito inferiores.


Por outro lado, os motores elétricos são substancialmente mais eficientes do que os motores de combustão, e por isso a maior parte da energia de uma bateria é orientada para a locomoção.


Ao contrário dos veículos a combustão, é nas cidades que os veículos elétricos consomem menos energia, devido à regeneração de energia nas freadas.


Finalmente, os veículos elétricos também são muito menos ruidosos, em particular em velocidades mais baixas. Já imaginou se conseguíssemos associar esta redução à redução das buzinas também?

Os veículos híbridos, em particular os plug-in, com suas autonomias normalmente superiores às necessárias para os percursos dos seus utilizadores, acabam se equiparando a veículos elétricos dentro das cidades.


O custo da eletricidade cresceu menos que o custo dos combustíveis fósseis, e os pontos de carregamento são cada vez mais, tornando o custo financeiro cada vez mais compensador.


Sim, sua fatura da eletricidade vai aumentar, mas sairá muito mais barato conduzir um veículo elétrico do que um automóvel convencional, em particular se o carregamento for feito com recurso a energia solar própria ou se alterar seu tarifário para a Tarifa Branca. E quantos mais quilômetros rodar, mais essa poupança vai compensar o mais elevado preço de aquisição de um veículo elétrico.


Há muitas preocupações dos consumidores quanto à existência de pontos de carregamento suficientes ao longo das estradas ou em parques de estacionamento, bem como quanto à pressão sobre as nossas redes elétricas e aos custos da eletricidade. Atualmente existem muito poucos veículos elétricos nas estradas. Algumas cidades possuem um maior número do que outras, mas, no seu conjunto, os veículos elétricos (com bateria e híbridos plug-in) representaram apenas cerca de 1,8 % da nova frota automóvel vendida no ano passado. Por seu lado, os pontos de carregamento estão aumentando em ritmo exponencial – segundo a Associação Brasileira de Veículos Elétricos, se estima que o Brasil passe de cerca de 1.000 carregadores públicos em 2021 para mais de 3.000 no final de 2022, sendo que muitos deles ainda são gratuitos.


Não vai faltar energia para tanto carro elétrico, os condomínios vão dar conta



Estudos realizados por entidades internacionais mostraram que, se 80 % de todos os veículos circulando nas estradas fossem elétricos, o consumo de eletricidade do Brasil aumentaria pouco mais de 10 %, pois a maior parcela da demanda de eletricidade segue tendo origem na indústria e nas famílias.


Nos condomínios, existe uma grande preocupação com a capacidade instalada, e com a sustentabilidade dos carregamentos.


A resposta para esta preocupação passa pela gestão dinâmica da potência, também conhecida como o balanceamento. Significa que os carregadores, individualmente ou em grupo, podem regular a energia que transferem para os veículos pela potência disponível em cada momento, garantindo que os carregamentos nunca fazem a energia cair. Se consegue realizar carregamentos em tempo otimizado, sem necessidade de alterar a potência disponível, de forma inteligente e sustentável.


E com a integração das fontes de energia renováveis em muitos condomínios, de dia, eventuais aumentos de demanda poderão ser suportados, por exemplo, pela energia solar, e à noite, quando acontecem estatisticamente mais carregamentos, eles utilizam a infraestrutura quando está em menor esforço, não requerendo por isso aumentos da potência disponível na residência própria, se ligados à infra de cada morador ou do condomínio, se conectados a quadros de serviços comuns.

 
 
 

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